terça-feira, 30 de agosto de 2011

Fofinha, que nada!



Já que não sou mais tão “fofinha”, vou começar no esculacho:

   Ser fofinho é uma praga, uma maldição, uma ziquizira pra lá de urucubaca, uma fofurice que se pega nas entrelinhas das relações sociais.  E não adianta negar: Todo gordo, também conhecido, como fofinho, sabe muito bem do que estou falando. Não se trata daqueles tão indesejados quilos a mais, isso é fácil eliminar. Difícil mesmo é acabar com essa tal fofura que faz com que o gordo seja gordo.
    Podemos definir a fofura basicamente  como excesso de zelo para com o outro. Aquele cuidado extremo com a vida do outro, com a felicidade do outro, com os problemas do outro, como que o outro pensa, com que o outro quer, com que o outro sonha. Com outro, com o outro, com outro. O fofo é um tipo comum, aliás todo mundo já foi fofo, pelo menos, uma vez na vida. Mas o gordo exagera na fofura e passa a ser um ser humano altamente complacente consigo e com os outros.
       O fofo se acha na obrigação de ser engraçado, mesmo quando a vida pra ele não tem a menor graça. O fofo é quem paga a conta da galera. O fofo tem muitos amigos solteiros, especialmente os recém separados, que adoram dividir com o fofo a alegria da fase pós separação. O fofo quando diz não, sente-se culpado, acha que está sendo mal. O fofo adora escutar e aconselhar e melhor o fofo não Fo-fo-ca. O fofo é discreto, não quer incomodar ninguém com seus problemas e quando incomodado ou contrariado o fofo sai cena sem bater, berrar ou xingar; porque o fofo acha que maturidade é não por nada pra fora, que maturidade é engolir, por isso o fofo engole tanto.

Abaixo a fofurice!

Sintia Lira